sindrome-de-asperger

Síndrome de Asperger

A Síndrome de Asperger foi, por muitos anos, utilizada para descrever pessoas com dificuldades na interação social e padrões comportamentais específicos, mas sem atraso significativo na linguagem ou na cognição.

Hoje, no entanto, o termo não é mais utilizado como diagnóstico clínico formal.

Atualmente, o que antes era chamado de Síndrome de Asperger está incluído no Transtorno do Espectro Autista (TEA), geralmente associado ao nível 1 de suporte.

Compreender essa mudança é essencial para evitar desinformação, reduzir estigmas e garantir acesso adequado a avaliação e acompanhamento.

O que era chamado de Síndrome de Asperger?

Historicamente, a Síndrome de Asperger descrevia pessoas que apresentavam:

  • dificuldades na comunicação social
  • desafios em compreender regras sociais implícitas
  • interesses restritos e intensos
  • comportamentos repetitivos
  • linguagem formalmente preservada
  • inteligência dentro ou acima da média

Essas pessoas, muitas vezes, desenvolviam autonomia/independência acadêmica e profissional, mas enfrentavam dificuldades emocionais, sociais e sensoriais significativas.

Síndrome de Asperger ainda é um diagnóstico?

Não. Desde a atualização dos manuais diagnósticos internacionais, o termo Síndrome de Asperger deixou de ser utilizado como categoria diagnóstica.

Atualmente, ele foi incorporado ao Transtorno do Espectro Autista, que passou a ser compreendido como um espectro amplo, com diferentes níveis de suporte.

Asperger é autismo?

Sim. O que antes se chamava Síndrome de Asperger hoje é compreendido como parte do Transtorno do Espectro Autista, geralmente associado a pessoas que:

  • não apresentam deficiência intelectual
  • têm linguagem funcional
  • necessitam de menor nível de suporte, mas ainda enfrentam desafios reais

Por isso, atualmente fala-se em autismo nível 1, e não mais em Asperger.

Leia também nosso texto sobre: Asperger é autismo?

Quais são as principais características associadas ao antigo diagnóstico de Asperger?

Embora cada pessoa seja única, é comum observar:

Comunicação e interação social

  • dificuldade em compreender ironias, duplos sentidos e normas sociais implícitas
  • desafios na leitura de expressões faciais e linguagem corporal
  • dificuldade em iniciar ou manter relações sociais

Interesses e comportamento

  • interesses muito específicos e intensos
  • necessidade de rotinas previsíveis
  • comportamentos repetitivos ou padrões rígidos

Aspectos emocionais e sensoriais

  • hipersensibilidade ou hipossensibilidade a sons, luzes, texturas e estímulos
  • dificuldade na regulação emocional
  • maior risco de ansiedade e sofrimento psíquico

Essas características podem ser sutis, o que explica por que muitas pessoas recebem diagnóstico apenas na adolescência ou vida adulta.

Diagnóstico: como funciona hoje?

O diagnóstico do TEA é clínico e deve ser realizado por profissionais qualificados, considerando:

  • histórico de desenvolvimento
  • observação comportamental
  • entrevistas detalhadas
  • impacto funcional no dia a dia
  • avaliação interdisciplinar

Não existe um exame único para confirmar o diagnóstico. A avaliação deve ser cuidadosa, ética e contextualizada.

Acompanhamento e suporte

Mesmo pessoas com menor nível de suporte se beneficiam de acompanhamento adequado.

As intervenções não buscam “corrigir” a pessoa, mas ampliar autonomia, independência e qualidade de vida, podendo envolver:

  • acompanhamento interdisciplinar (psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, entre outros)
  • desenvolvimento de habilidades sociais
  • orientação familiar
  • suporte educacional ou profissional
  • estratégias para autorregulação emocional

O foco está sempre no respeito à singularidade.

Conclusão

A Síndrome de Asperger, como diagnóstico, não existe mais, mas as pessoas continuam existindo, sentindo, aprendendo e precisando de apoio.

Compreender que Asperger faz parte do espectro do autismo ajuda a substituir rótulos por entendimento, julgamento por acolhimento e confusão por caminhos claros de desenvolvimento.

Perguntas Frequentes

Não como diagnóstico formal. Hoje, faz parte do TEA.

Não se utiliza mais o termo “leve”. O correto é falar em nível de suporte.

Não. O nome mudou, mas o acompanhamento continua válido.

Sim. Muitos recebem diagnóstico apenas na vida adulta.

Compartilhe este conteúdo:

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email
Imprimir

Quem escreve:

[autores]

Agende sua visita

Estamos sempre de portas abertas para mostrar as instalações da clínica, basta agendar uma visita ou entrar em contato.
Encontraremos o melhor horário para atender você e sua família.

Formare Talks

Diálogos que transformam, conhecimentos que inspiram.
Disponível em todas as plataformas

Conteudos Relacionados